O povo cristão implora as graças por intermédio de Maria não
só individualmente, mas nos grandes momentos da história; povos e nações
inteiras recorrem a Nossa Senhora para pedir seu auxílio no meio de
graves calamidades.
No século VII, os árabes muçulmanos invadiram a península ibérica,
ameaçando o cristianismo ainda recente da Europa. Os espanhóis e
portugueses lutaram durante nove séculos até tornarem-se livres
novamente. Logo no início dessas lutas, em 722, Pelayo venceu os muçulmanos
em Cavadonga, invocando a Virgem Santa Maria, a mãe da piedade e
misericórdia. No século XV, a Espanha alcançou sua total libertação
através de batalhas que levavam à frente, bandeiras com a imagem da
Virgem Maria. Após a vitória, construiu-se em Toledo a igreja da
Virgem da Vitória para marcar a libertação do jugo muçulmano sobre a
Espanha.
No século XV, os muçulmanos invadiram novamente a Europa,
derrubando em 1453, o império cristão de Bizâncio. Diante do perigo
do domínio árabe e das perseguições contra o cristianismo, o papa
Pio V convoca o povo cristão da Europa para uma cruzada em defesa da fé.
Em 1456, em Belgrado, os cruzados impõem uma grave derrota aos árabes
otomanos (turcos) invocando o nome de Jesus e Maria. Essas tropas foram
dirigidas pelo herói João Hunyadi e por São João Capistrano.
No século XVI, a força naval dos turcos ameaça dominar o
Mediterrâneo. Unindo a Espanha com Veneza, o papa São Pio V consegue
formar uma força naval sob o comando de João da Áustria. E, em 1571,
no estreito de Lepanto a esquadra turca foi totalmente destruída.
Enquanto se realizava a batalha o papa e toda a sua corte rezava o rosário
de Nossa Senhora. Após a vitória, o papa São Pio V mandou incluir na
Ladainha de Nossa Senhora a invocação: Auxílio
dos Cristãos.
Em 1683, os turcos atacaram Viena, procurando atingir a Europa
cristã. Novamente o exército dos países cristãos vence os agressores
com a bravura do rei da Polônia, João Sobieski. Logo em seguida a
Hungria liberta-se de 150 anos de dominação muçulmana. Em ação de
graças pelo auxílio de Nossa Senhora, o papa Inocêncio XI instituiu a
festa do Santíssimo nome de Maria, no dia 12 de setembro.
Por ordem de Napoleão Bonaparte, o papa Pio VII foi deportado de
Roma para ser prisioneiro na França de 1809 a 1814. Tendo recuperado o
liberdade pelo poderoso auxílio da Mãe de Deus, Pio VII decreta a
celebração da festa à Maria com o título Auxílio
dos Cristãos, no dia 24 de maio, incluindo-a no ano litúrgico.
Já no nosso século, flagelado por duas grandes guerras, o papa
Pio XII consagrou, atendendo a um pedido de Nossa Senhora de Fátima, a
humanidade inteira ao Coração Imaculado de Maria. Essa consagração
foi renovada por João Paulo II, nosso atual papa.
Como
é bonito um povo que se lembra da Mãe de Jesus; como é bonita uma
religião que se lembra da Mãe de Jesus. Como é bom invocarmos Maria
Auxiliadora dos Cristãos!
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