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Um dos grandes compromissos que nós cristãos assumimos como batizados é a
correção fraterna. Necessária porque está embutida no maior dos mandamentos:
“Amarás o teu próximo com a ti mesmo”. Corrigir fraternalmente o irmão no
seu erro, é amá-lo como Cristo nos amou e continua nos amando. É a pura
expressão da misericórdia humana como reflexo da misericórdia divina.
É fácil colocar em prática a
correção fraterna como Jesus nos aconselha no Evangelho ? Não! Mas por que ?
Talvez porque ainda não amamos o nosso próximo da mesma forma como nos
amamos. Ninguém quer o mal para si mesmo. Fomos feitos para o bem, para a
felicidade, para o amor. Se eu não desejo para mim o que é ruim, errado, por
que não desejar para o outro a mesma coisa ?
Nosso Pai celeste nos ensina e nos
adverte que somos responsáveis pela correção do erro do ímpio. Que devemos
corrigi-lo em nome do amor, que a medida da correção é o amor. Caso
contrário, seremos responsabilizados pela perdição do ímpio assim como pela
nossa própria omissão em não corrigi-lo. Deus, que é justo pedirá contas da
nossa omissão.
Sigamos, portanto, os conselhos de
Jesus Cristo no seu Evangelho. Se você encontrar erro no seu irmão, vai
adverti-lo em particular. Se ele te der ouvidos, ótimo! Você ganhou seu
irmão, trouxe-o para o bom caminho, fez a sua parte, foi responsável pela
sua recuperação! Mas, e se ele não lhe der ouvidos ? Não desista, como
aconselha o Mestre. Procura um ou duas pessoas como testemunhas e vai
novamente à procura do seu irmão para tentar tirá-lo do mau caminho. Se
assim mesmo ele não aceitar a sua correção fraterna pelo amor que tens por
ele, apresente a questão à comunidade, para que a força da comunidade possa
persuadi-lo do seu erro. Se mesmo assim não houver a correção necessária,
que seja considerado um pecador público. Sua consciência deverá estar
tranqüila, em nome do amor foi feito o que era preciso, a lei do amor foi
aplicada. Pois, como diz São Paulo na Carta aos Romanos: “O amor não faz
nenhum mal contra o próximo...” (Rm 13, 10).
Somos fracos, erramos, isso
compromete o amor. Se eu me amar egoisticamente, esquecendo que, na mesma
medida, devo amar o meu próximo. Então, Deus me pedirá contas da perdição do
meu irmão.
Coloquemos em prática a lei do
amor que resume todos os Dez Mandamentos. Colocá-la em prática é ser
sentinela de Deus a advertir o erro do meu irmão. Colocá-la em prática é não
condenar a pessoa, afastando-se dela, mas sim, aproximar-se e trazê-la de
volta ao caminho do Evangelho. Colocá-la em prática é ter a preocupação de
pensar: “O que Jesus faria em meu lugar?” Certamente procuraria ganhar de
volta a ovelha perdida, traria de volta ao redil as que se afastaram.
Que o “amar a Deus e ao próximo
como a mim mesmo” seja a tônica de nossa vida. Só assim nos salvaremos.
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