|
ASPECTOS GERAIS:
Vamos abordar alguns aspectos gerais por meio de
perguntas e respostas:
-
O
que se entende por Missa?
Missa
é o nome que se usa no Ocidente para designar a celebração
eucarística. Missa é uma palavra latina introduzida no início da
Roma cristã para indicar o fim de qualquer reunião litúrgica. Hoje
(e a partir do século 6), nos indica um conjunto de orações que
usamos para celebrar a Eucaristia. A Igreja primitiva não usava o
termo “missa”, mas sim, “Ceia do Senhor” ou “Fração do Pão”. Nós
cristãos de hoje a chamamos de Missa ou Eucaristia, palavra que vem
do grego e significa “Ação de Graças”. Participar da Missa nos leva
à ação, isto é, no conduz à missão de evangelizar, tornar o Reino de
Deus uma realidade no meio de nós.
-
Como surgiu a celebração da Santa Missa?
Foi
o próprio Jesus que a instituiu. Na última semana, na quinta-feira,
antes de ser entregue às autoridades judaicas, durante a última Ceia
(a Ceia Pascal) com seus discípulos e apóstolos, Cristo instituiu a
Eucaristia. Tomou o pão, deu graças e o deu a seus discípulos
dizendo: “Tomai e comei todos vós, isto é o meu corpo, que será
entregue por vós”. Terminada a ceia, tomou o cálice com vinho,
deu graças e o passou aos discípulos, dizendo: “Tomai, todos, e
bebei. Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna
aliança, que será derramado por vós, para a remissão dos pecados”.
Estas palavras estão presentes no Novo Testamento,
o texto mais antigo está em
1 Coríntios 11, 23-25. Depois vem
Lucas 22,
19-20,
Mateus 26, 26-28 e
Marcos 14, 22-24.
-
Por
que não dar aos fiéis o vinho consagrado em todas as Missas?
O
ideal é que todos comunguem do Corpo e do Sangue de Cristo. Se não
há esse hábito, talvez seja por praticidade. Quem comunga só a
Hóstia Consagrada, porém, está comungando o Cristo na sua
totalidade. Hoje, em algumas paróquias já se faz a comunhão nas duas
espécies. Em outras só ocorre em ocasiões especiais. Entretanto,
o ideal é que todos comunguem nas duas espécies.
-
Desde quando a Eucaristia é celebrada?
A
Eucaristia é celebrada desde o começo, pois na última Ceia, Jesus
deu uma ordem: “Fazei isto em memória de mim”. Os Atos dos
Apóstolos falam da Fração do Pão celebrada desde o começo
(At 2, 42). As comunidades fundadas por Paulo também celebravam
a Ceia do Senhor (1 Cor 11, 17-34).
-
A
Eucaristia apenas nos lembra a Paixão, Morte e Ressurreição do
Senhor?
Não. Quando celebramos a Eucaristia revivemos a Páscoa do
Senhor tornando-a presente, real, trazendo-a para nossa
vida, nossa realidade. Não é uma simples memória mas um
acontecimento presente e real em nossa vida e na vida do povo de
Deus.
-
Jesus instituiu a Eucaristia na celebração da Páscoa judaica. Que
relação há entre ambas?
A
Eucaristia é a celebração do Mistério Pascal de Cristo. Celebramos a
Paixão, Morte, Ressurreição e Ascenção do Senhor. Na Missa,
celebramos a vitória da vida sobre a morte, isto é, a passagem de
Jesus da morte para a vida e a passagem deste mundo para o Pai. Ao
instituir a Eucaristia na Páscoa dos judeus, Jesus quis estabelecer
a relação entre a Páscoa instituída por Moisés (a passagem da
escravidão para a liberdade rumo à terra prometida), com sua própria
Páscoa: a passagem da morte para a vida, Jesus realizou o plano do
Pai nos redimindo por seu sacrifício na cruz. Libertou-nos da
escravidão do pecado, tornando-nos livres para a vida na graça. Sua
ressurreição deu-nos o penhor da vida eterna.
-
Qual o dia da semana para se celebrar a Eucaristia?
A
Igreja celebra a Eucaristia todos os dias. Pode-se dizer que o dia
por excelência para se celebrar a Eucaristia e o domingo. Jesus
Cristo ressuscitou num domingo, o primeiro dia da semana. No Novo
Testamento há textos que falam disso:
1 Cor 16, 2;
Ap 1, 10, que
chama o domingo de “Dia do Senhor”. No domingo, o primeiro dia da
semana, Cristo Ressuscitou, venceu a morte. Por isso dizemos:
“Anunciamos Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa
ressurreição...” O domingo, o primeiro da semana, é o dia,
portanto, por excelência, pois nada melhor que iniciarmos a semana
louvando e bendizendo ao Pai por Jesus Cristo, nosso irmão. Não há
melhor maneira de iniciar a semana do que esta.
-
Até
quando nós cristãos devemos celebrar a Eucaristia?
“até que o Senhor venha”
(1 Cor 11, 26). Jesus nos prometeu uma
segunda vinda, não sabemos quando e como vai ocorrer. Por isso o
apóstolo Paulo pediu às comunidades fundadas por ele que celebrassem
a Eucaristia sempre; até que o Senhor venha. Por isso dizemos na
celebração eucarística: “Vem, Senhor Jesus!”
10. Qual a importância da Eucaristia na vida dos cristãos?
A
Eucaristia é o ápice da vida cristã. Ela é a fonte da vida,
alimenta-nos com o “pão da Palavra” e também com o “Pão da Vida, o
Pão vivo descido do céu”. Lembramos aqui o que disse Jesus acerca de
si mesmo referindo-se como “Pão Vivo”: “Vossos pais comeram o
maná e morreram. Eu sou o pão vivo descido dos céus, quem comer
deste pão terá a vida eterna”. Tudo o que acontece na nossa vida
deve culminar na celebração eucarística, pois Cristo é o Alfa e o
Ômega, o princípio e o fim de todas as coisas. Com sua paixão, morte
e ressurreição, Cristo fez novas todas as coisas.
11.
Só o
padre que celebra a Eucaristia?
Não.
Todos nós cristãos celebramos a Eucaristia. O padre (presbítero) a
preside. Na verdade, o grande celebrante é o próprio Cristo, que
atualiza seu sacrifício e se oferece por nós ao Pai. Só ele é a
vitima perfeita, o Cordeiro Pascal sem mancha.
12.
Por
que celebrar a Eucaristia pelos mortos?
Como
Ação de Graças, a Eucaristia abre espaço para a memória dos
falecidos, isto é, aqueles que nos precederam na fé, pois
acreditamos na “comunhão dos santos” professada no Credo (Profissão
de Fé). Rezar pelos mortos tem tudo a ver com a caridade, o amor,
pois este não passará, como nos ensina
São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios, capítulo 13. Se
celebrar a Eucaristia é celebrar a vitória da vida sobre a morte,
por que não lembrar dos falecidos que adormeceram na fé em Cristo e,
assim celebrar com eles a vida?
13.
Rezar o Terço durante a missa tem sentido?
Não.
Antes do Concílio Vaticano II, a Missa era rezada em latim, o povo
não entendia nada, por isso, participava rezando o Terço. Com
o Vaticano II, tudo mudou e, mudou para melhor. Hoje, nossa
participação é mais intensa do que no passado, pois cantamos,
escutamos, respondemos, comungamos... Atualmente, rezar o Terço
durante a Missa é deixar de lado “a melhor parte” para ficarmos
apenas com o bom (entretanto, é preciso respeitar as pessoas mais
idosas que não conseguiram adaptar-se à nova realidade trazida pelo
Vaticano II).
|