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LITURGIA
EUCARÍSTICA
É a “segunda mesa”, nossa atenção agora se concentra no altar,
na Mesa da Eucaristia. Da Mesa da Palavra passa-se à Mesa da
Eucaristia. Inicia-se com:
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Apresentação das Ofertas:
é o momento em que o presidente, por meio de orações específicas,
apresenta ao Pai o pão e o vinho que se transformarão no Corpo e no
Sangue de Cristo a Ele oferecido. Chamamos a este momento de
“ofertório”, mas trata-se simplesmente da “apresentação das
oferendas”. Eis o que o presidente diz: “Bendito sejais Deus do
universo pelo pão, que recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do
trabalho do homem, que agora vos apresentamos e para nós vai se tornar
pão da vida!”. E em seguida diz: “Bendito sejais Deus do
universo pelo vinho, que recebemos de vossa bondade, fruto da videira
e do trabalho do homem, que agora vos apresentamos e para nós vai se
tornar vinho da salvação!”. Se a assembléia ouvir essas duas
orações do presidente, esta deverá responder ao final de cada uma:
“Bendito seja Deus para sempre”! “Normalmente não ouvimos essas
orações porque neste momento está se cantando o Canto do Ofertório.”
Quando se usa o incenso, as oferendas sobre o altar devem ser
incensadas. Feita a apresentação das ofertas, o celebrante principal
lava as mãos. É uma prática antiga quando a comunidade oferecia
produtos da terra e, após recebê-los, o presidente tinha que lavar as
mãos. Este gesto chama-se lavabo. O padre pode dispensar
esse gesto. Tem o sentido de purificação do presidente, pois ele pede:
“Lavai-me, Senhor das minhas faltas e purificai-me dos meus pecados”.
Posição do corpo: sentado.
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Canto das Ofertas ou do Ofertório:
por meio do Canto das Ofertas a comunidade oferece ao Pai,
pelas mãos do presidente, os dons do pão e do vinho. Podem oferecer
também coisas materiais como alimento, frutas, flores, dinheiro, etc.
Posição do corpo: sentado. Mesmo quando há procissão das ofertas, a
comunidade deve permanecer sentada, pois este momento não é o
Ofertório propriamente dito, o verdadeiro Ofertório virá depois como
veremos a seguir na parte referente à Oblação.
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Orai, irmãos e irmãs...:
é uma “oração convite” pela qual o presidente da celebração convida a
assembléia a se unir numa só oração para que Deus aceite o sacrifício
que está sendo oferecido. Isso se faz de pé.
·
Oração sobre as oferendas:
das três orações presidenciais da Missa, esta é a segunda. O
presbítero, em nome da assembléia, pede a Deus que aceite as ofertas
do povo de Deus. A comunidade diz o “Amém”, isto é, concorda
aceita que assim seja.
·
Prefácio sobre a Oração Eucarística:
é a abertura da Oração Eucarística. É uma ação de graças ao Pai por
Jesus Cristo, e começa com um diálogo entre quem preside e a
assembléia. Há muitos prefácios: para os tempos litúrgicos,
solenidades, festas, etc.
·
Santo:
é um louvor cósmico a Deus. Todos que celebram a Eucaristia se unem
num único coro universal e canta a santidade de Deus com esta
doxologia: “Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus do universo, os
céus e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito
aquele que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas!” O Santo
deveria ser sempre cantado.
·
Epíclese:
epíclese quer dizer invocação do Espírito Santo sobre as
oferendas. O presidente impõe as mãos sobre o pão e o vinho. E pede
que, pela ação do Espírito Santo, elas se tornem o Corpo e o Sangue de
nosso Senhor Jesus Cristo. Este é o momento extremamente importante
da Santa Missa. Jesus se torna realmente presente nas espécies do pão
e do vinho, por isso nossa posição é de joelhos. Ajoelhamo-nos porque
Deus se faz presente! O pão não é mais pão, é o Corpo do Senhor, o
vinho não é mais vinho, é o Sangue do Senhor. Tem gosto de pão, mas
não é pão; tem gosto de vinho, mas não é vinho!
·
Narrativa da Instituição e Consagração: é o ponto alto da celebração
eucarística. O presidente repete os gestos e a palavra de Jesus na
última Ceia. O pão e o vinho se tornam o Corpo e Sangue do Senhor! Em
seguida ele mostra ao povo a Hóstia e o Vinho consagrados. É o momento
de todos adorarem em silêncio o Corpo e o Sangue de Cristo (por
conta de alguns “modismos”, neste momento, às vezes, se canta ou se
diz em voz alta alguma oração de adoração, não é o momento adequado).
Se estiver sendo usado o incenso deve-se incensar o Corpo e Sangue de
Cristo. É o mistério da nossa fé! Cristo se faz alimento por nós!
·
Anamnese:
anamnese significa memorial. O próprio Jesus ordenou:
“Fazei isto em memória de mim”. E o apóstolo Paulo escreveu:
“Todas as vezes que vocês comem deste pão e bebem deste cálice, estão
anunciando a morte do Senhor, até que ele venha”
(1 Cor 11, 26).
Antes de responder ou logo após a resposta, ficamos de pé, como sinal
da nossa disposição em seguir a Cristo e seus ensinamentos. Devemos
estar dispostos ao trabalho do Senhor.
·
Oblação
(ou Ofertório real): é agora, neste momento da Missa que
verdadeiramente ofertamos ao Pai o próprio Cristo. Sinal de que
o verdadeiro OFERTÓRIO da Missa acontece aqui. Cristo, com seu
Corpo e Sangue, oferecidos ao Pai, no Espírito Santo, por nós. Em
seguida, o sacerdote pede que, pela força desse sacrifício, todos os
cristãos se tornem um só corpo, em Cristo.
·
Intercessões:
em nome de toda a assembléia, o sacerdote que preside (e outros padres
nas concelebrações) faz as intercessões: pela Igreja, pelo Papa, pelo
Bispo local e pelos Bispos do mundo inteiro, pelos Presbíteros, pelos
Diáconos e todo o Povo de Deus, pela comunidade que celebra a sua fé,
pelo mundo todo e pelos fiéis defuntos. É o momento de recordar os
mortos, aqueles que conhecemos, amamos, mas também “aqueles que
morrem na vossa amizade”, ou “dos quais vós conhecestes a fé”.
Aqui não se exclui ninguém. Por fim a intercessão pela própria
comunidade, que peregrina, caminha para a vida eterna.
·
Doxologia Final:
já sabemos que doxologia é um belo hino de louvor a Deus. Aqui é um
breve hino de louvor: “Por Cristo, com Cristo e em Cristo, a vós
Deus Pai todo-poderoso, toda honra e toda glória, agora e para
sempre!” E a assembléia diz novamente: “Amém!” neste
momento estamos abraçando a Trindade Santa. É quando
termina a Oração Eucarística. Esta doxologia final merece ser cantada,
sobretudo o “Amém” da assembléia. No canto, esse amém pode ser
repetido três vezes ou mesmo várias vezes.
·
Pai Nosso:
o Pai Nosso nos convida a sermos uma família única, com um único Pai.
Não é “Pai meu”, é “Pai nosso”. Esta foi a única oração que
Jesus nos ensinou. Por isso, ela é chamada “a Oração do Senhor”.
São 7 os pedidos distribuídos em torno do Pai Nosso: 1. “Venha
a nós o vosso Reino...”; 2. “Seja feita a vossa vontade...”;
3. “o pão nosso de cada dia...”; 4. “Perdoai as nossas
ofensas...”; 5. “Não nos deixeis cair em tentação...”; 6.
“Livrai-nos do mal...” e 7. “Dai-nos a vossa paz...”
(esta última, na Oração pela Paz que conclui o Pai Nosso). Deveria ser
feita apenas pelo presidente da celebração, mas aqui no Brasil,
criou-se “modismos” que “pegaram” e fica difícil corrigir, pois até
padres convidam a assembléia para rezar essa oração. A assembléia
deveria dizer apenas o “amém” após a oração.
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Abraço da Paz:
depois de rezar: “Senhor Jesus Cristo que dissestes, eu vos deixo a
paz, eu vos dou a minha paz...” o sacerdote (ou o Diácono, se
estiver presente na celebração) convida a comunidade a se saudar com o
abraço da paz. É um costume que nasceu entre os primeiros cristãos.
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Fração do Pão:
em seguida, o presidente parte o Pão eucarístico, repetindo o que
Jesus fez: “tomou o pão, deu graças e o partiu...” Por isso, os
primeiros cristãos chamavam a Eucaristia de “Fração do Pão”
(At
2, 42). É um gesto de Jesus que nos convida à partilha.
Compromete-nos profundamente com o irmão necessitado. Neste momento o
sacerdote mistura um pedaço de pão ao vinho, para salientar o tema
da inteireza: Corpo + Sangue. Enquanto isso, a assembléia invoca
as palavras do Evangelho de João: “Cordeiro de Deus, que tirais o
pecado do mundo, tende piedade de nós. Cordeiro de Deus, que tirais o
pecado do mundo, tende piedade de nós. Cordeiro de Deus, que tirais o
pecado do mundo, dai-nos a paz!”
·
Convite à Ceia:
ao apresentar à assembléia o Corpo e o Sangue do Senhor. O presidente
faz um convite: “Felizes aqueles convidados para a Ceia do
Senhor...” E a assembléia responde: “Senhor, eu não sou digno
que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo”
(Lc 7, 6-7). Quando assim respondemos, reconhecemos que não somos
realmente dignos do Senhor e sabemos que é por pura misericórdia que
Ele se faz alimento por nós.
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Comunhão:
aproximamo-nos da Mesa da Eucaristia, com as mãos juntas (como em
prece) e devemos estar alegres e cantando. No momento de receber a
Sagrada Comunhão, posicione-se com na mão esquerda em concha como que
protegendo a Hóstia para que não caia no chão. A mão direita fica
debaixo da esquerda e, com ela (mão direita) se pega a Hóstia e
leva-se à boca. Quem distribui a Comunhão nos diz: “O Corpo de
Cristo!” Com toda a fé respondemos: “Amém!” Isto significa:
Eu creio! É verdade! Não é para fazer o sinal da cruz nesse momento.
(Devemos comungar na frente de quem nos distribui a Comunhão, não
podemos voltar ao nosso lugar com a Hóstia na mão). Após ter
comungado, muitas pessoas ficam preocupadas com a posição do corpo, se
sentado ou se ajoelhado. Neste momento, isso é o que menos importa,
pois a pessoa está com Jesus Eucarístico no coração, ela tornou-se um
sacrário vivo do Cristo, portanto, deve aproveitar esse sagrado e
sublime momento. O que não é adequado é ir até a imagem de um santo ou
santa e rezar, pois Jesus está presente no seu coração e Ele é maior
do que qualquer santo ou santa. Aconselha-se que a Sagrada Comunhão
seja nas duas espécies (na maioria das vezes isso não acontece por
pura praticidade).
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Ação de Graças:
após a distribuição da Eucaristia e terminado o Canto da Comunhão, vem
o momento oportuno para agradecer. É o momento de Ação de Graças. De
preferência deve-se fazê-lo em silêncio, mas pode-se fazê-lo com um
canto apropriado. Nunca será suficiente agradecer a Deus pelo dom da
Eucaristia, peçamos ao Espírito Santo que nos ajude a agradecer, pois
por mais queiramos, nunca agradeceremos o suficiente! Durante a Ação
de Graças, a posição do corpo será aquela que for mais conveniente ao
cristão (sentado, de joelhos, não importa, o importante é agradecer).
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Depois da Comunhão:
das “orações presidenciais” que já mencionamos, a “Oração depois da
Comunhão” é a terceira e última. O sacerdote faz um pedido a Deus
em nome da assembléia. Nessa oração, geralmente se faz um pedido a
Deus para que nos conceda a graça de sermos coerentes com aquilo que
acabamos de celebrar. É colocar na Eucaristia o cotidiano das pessoas,
em sua caminhada para o momento em que “Deus será tudo em todos”
(1 Cor 15, 28). Por ser uma oração presidencial, esta deveria ser
rezada apenas pelo presidente da celebração. A assembléia não deveria
rezar com ele; a posição do corpo para essa oração é de pé. Há padres
que convidam a assembléia a rezar com ele, isso é inadequado;
assim como permitir que a assembléia permaneça sentada.
RITOS FINAIS
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Bênção:
a Bênção final nos é dada pelo sacerdote, em nome de Deus, é o sinal
da cruz que fizemos ao invocar a Trindade Santa nos Ritos Iniciais.
Agora, na Bênção Final, é a própria Trindade que nos acompanha como
escudo que protege o cristão pela vida afora. É a força de Deus para
testemunharmos Cristo em nossas famílias, no nosso ambiente de
trabalho e na sociedade. Em ocasiões especiais há formulários
próprios de bênçãos (por exemplo: Advento, Natal, Páscoa, Pentecostes,
festa marianas, dos apóstolos, do Santo padroeiro, etc.).
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Despedida:
o presidente da celebração (ou o Diácono, se estiver presente),
despede a assembléia dizendo: “Vamos em paz e o Senhor nos
acompanhe!” E a assembléia responde: “Damos graças a Deus!”
Voltamos para casa com mais alegria e esperança. Às vezes canta-se um
hino, geralmente dedicado a Nossa Senhora ou ao Padroeiro(a). Neste
caso, não se deve sair antes do canto terminar. Observe também
que o primeiro a sair é o presidente, só depois é que nos
retiramos.
E assim, terminamos a “explicação” sobre a Santa Missa. Esperamos que
essas breves palavras possam servir ao proposto no início. Como já
dissemos não se pretendeu esgotar o assunto, pois uma reflexão mais
aprofundada sobre a Santa Eucaristia exigiria muito mais do que apenas
essa simples síntese.
Muitos de nossos irmãos católicos dizem: “a Missa é chata”, “não
entendo nada”, “para que ir à Missa?”, hum, que Missa longa”... e,
assim por diante. Certamente que não é nada disso; se a compreendermos
melhor, se entendermos com um pouco mais de profundidade, com certeza
iremos “saboreá-la” melhor.
Esperamos ter colaborado na melhor compreensão e entendimento da
Missa, pois é um verdadeiro tesouro espiritual à nossa disposição. Um
dom inefável que Cristo, nosso Senhor e Redentor nos deixou! Por isso:
“Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!”
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou...”
(João 14, 27)
Por: Luiz Alberto Massarote |